sábado, 13 de abril de 2013

Oficina de Enfrentamento ao Racismo Institucional - Módulo Gravatá

Nos dias 11 e 12 de abril de 2013 aconteceu a segunda Oficina de Enfrentamento ao Racismo Institucional, desta vez, na Cidade de Gravatá.
Participaram do evento profissionais do Ministério Público (MPPE), da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil (PC), todos de Pernambuco.


A abertura do evento ocorreu na manhã da quinta-feira, com a palestra da Drª. Rebeca Oliveira Duarte, a qual compôs a mesa, juntamente com Drª. Lenise Valentim, Delegada da Mulher e Coordenadora do GT Racismo da PC, Coronel Jorge Pereira, Coordenador dos Programas Comunitários da PMPE, o qual, nesta ato, representou o Coronel PM Luís Aureliano, Comandante Geral da Corporação; Drª. Maria Bernadete, Procuradora de Justiça e Coordenadora do GT Racismo do MPPE, o Promotor Eduardo Cajueiro, representando a Escola Superior do MPPE, a Promotora de Gravatá, Drª. Fernanda Nóbrega e o presidente dos trabalhos, o Procurador Geral de Justiça de Pernambuco, Dr. Aguinaldo Fenelon, o qual citou em suas palavras que "omitir-se diante da discriminação é covardia. Se você acha que determinada situação vivenciada ou verificada está ruim e não tem perspectiva de melhoria, você é omisso. Se é omisso, é covarde!"


Já o Promotor Eduardo Cajueiro parabenizou o pioneirismo e o trabalho da Drª. Bernadete, além de recitar um lindo poema de António Gedeão, chamado "Lágrima de Preta", transcrito abaixo:
A Drª. Bernadete saudou a platéia na figura da Major PM Verônica, idealizadora do GT Racismo da PMPE e grande militante e incentivadora dos trabalhos atinentes a este grupo. A Major Verônica foi bastante aplaudida na oportunidade. A Procuradora falou ainda uma bela frase de Martin Luther King, grande ativista contra o Racismo nos Estados Unidos, que disse em certa ocasião: "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."


O Coronel Jorge nos trouxe a vontade de que um dia "a cidadania e os direitos humanos sejam naturais na nossa sociedade, e que não mais precisemos criar grupos para lutar por essas questões."


Drª. Rebeca, palestrante, nos apresentou uma discussão com o seguinte título: "Racismo à Brasileira: reinvenções e continuísmo. Reflexões para o seu combate."
Ela expôs que é através das "brincadeiras" que o racismo é perpetuado na nossa sociedade. O crime de racismo é "justificado" através do mote da comicidade, como uma "brincadeira de mau gosto". O que, na realidade, é uma maneira cínica de discriminar. Portanto, o Racismo no Brasil é naturalizado pelas "brincadeiras" e, desta forma, se torna uma coisa aceita, admissível, normal. E ela traz um questionamento para os profissionais que lidam com segurança pública e contra práticas criminosas: "O que fazer para que certas atitudes sejam consideradas racistas, como de fato são?"
Veja alguns exemplos colocados pela palestrante:

"Trote" em uma Universidade do Sudeste


Fachada de um restaurante no Aeroporto de Guarulhos / São Paulo

Esponja de aço associada ao cabelo do negro
O GT Racismo da PMPE espera que este momento tão rico de conhecimento não fique parado apenas no campo das ideias. Que as pessoas, e principalmente os profissionais da área de segurança pública e fiscalização das leis possam entender que o Racismo existe e que todos nós precisamos combatê-lo, com vistas à garantia direitos às pessoas que sofrem na pele a discriminação.
GT!
Nossas facilitadoras: Professoras Maria de Jesus e Maria Lucia


5 comentários:

  1. O Partido Militar Brasileiro, partido em formação, apoia a iniciativa.
    Fraterno abraço.

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  2. Muito obrigada pelo apoio!

    Lúcia Helena - Cap PM

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  3. Parabéns pelo trabalho. É com isso que temos esperança na transformação.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Muito obrigada, Rebeca Duarte! E é essa esperança que nos faz seguir em frente com o nosso trabalho. Parabéns também! Abraços e conte com o GT Racismo PMPE! GT!!!
      Capitã PM Lúcia Helena

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